De série crônica e solteira - O que Tornatore diria?
Por que quando as coisas começam a ficar muito fofinhas com alguém, dá uma medo, e porque o carnaval chegou e quando você encontra aquele carinha da balada SKA num bloco de carnaval de rua (e essa é uma situação absolutamente improvável) com aquela cara de "hoje eu não vou deixar você escapar" , bem, quando isso acontece se torna uma oportunidade imperdível.
No climinha romantico do quarto dele nos fundos da casa achei estranho quando o CD que ele escolheu começava com "the clash", mas tive mesmo que rir quando no meio da coletânea começou a tocar "sabotage", ri por que me diverti com a coerência daquele quarto e a incoerência da minha presença ali. Ufa! era isso que eu precisava, me senti livre!
De manhã ele tinha um limoeiro no quintal e eu que gosto muito mesmo das improbalibilidades, das surpresas e das inconsequencias (veja Orkut - primeiro encontro ideal) voltei para casa no sol das 2 da tarde cantando ridiculamente "meu limão, meu limoeiro, meu pé de jacarandá...."
Na noite seguinte, fugindo das marchinhas de carnaval, porque isso tem que ter um intervalo, na balada da banda do baixista do Fugazi não era improvável que eu encontrasse por lá o dono do limoeiro, também não era improvável que à 1 da manhã, quando eu cheguei, ele já estivesse com alguém. Cumprimentei ele com um sorriso com gosto de liberdade no rosto, me senti leve.
Improvável era que ela fosse embora sozinha e antes dele, estranho mesmo.
Bem, eu fui jogar uma sinuquinha fim de noite. Passei por ele na porta quando saía e na despedida ele segurou minha nuca e um beijinho, na trave.
E porque estou sozinha, me sinto livre e é assim que eu quero estar um sorrisinho de lado voltou no meu rosto quando me lembrei do "sabotage", do limoeiro e da mão dele. Alguns metros depois, voltando pra casa a pé depois de passar por um resto de bloco de carnaval de rua escapou até um suspiro. Está tudo bem, Estamos todos bem!
Escrito por Simone às 18h35
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